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Parte 28

Carlos pensou rapidamente e, no momento em que abriu a mão, pontos de luz branca se condensaram, e um revólver preto de estilo antigo apareceu em sua mão.

Era bastante pesado, o cabo não era nada ergonômico, o corpo da arma tinha vários arranhões e até o gatilho estava um pouco solto, mas estava muito bem conservada, com um leve brilho metálico.

Parecia exatamente com as armas do século XIX em sua vida anterior, o que também condizia com a percepção de Carlos sobre a época em que se encontrava agora.

Ela sempre achou que vivia em uma Londres de um mundo paralelo, mas agora percebia que este lugar já não era mais o mundo comum que conhecia.

Afinal, um chefe da máfia realmente havia planejado matá-la sob o pretexto de um “ritual” estranho.

Somando isso ao que soube pela carta de Marta — de que a máfia estava envolvida com membros de uma certa igreja — e à existência do sistema, ela não pôde deixar de suspeitar se este mundo realmente possuía habilidades sobrenaturais.

Independentemente dos perigos ocultos deste mundo, ela precisava primeiro encontrar uma maneira de superar a crise imediata.

Carlos guardou o revólver de volta no depósito, abriu a aba de “Habilidades” e olhou para a nova habilidade que acabara de adquirir.

Além da “Destreza Lv.1” inicial, havia agora uma nova: “Resistência à Morte Lv.1”.

“Reversão da Morte Lv.1: Quando você estiver prestes a morrer, remove todos os estados negativos, consome grande quantidade de energia mental para forçar a sobrevivência em estado crítico por um curto período; se, ao esgotar a energia mental, ainda não tiver escapado do estado crítico, morrerá.”

Forçar a sobrevivência por mais alguns segundos...

Carlos olhou para essa habilidade com uma expressão estranha.

Se fosse em um jogo, essa habilidade seria divina, digna de ser usada como um trunfo.

Mas, para ela agora, essa habilidade era praticamente inútil.

Se morresse durante a simulação, alguns segundos a mais não mudariam nada, no máximo permitiria obter um pouco mais de informação.

E, se na vida real sofresse um ferimento fatal, esses segundos extras seriam ainda mais inúteis, já que realizar um socorro de emergência em tão pouco tempo seria praticamente impossível.

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