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"Obrigada." Carlos levantou-se para agradecer e, em seguida, colocou a mochila nas costas, pronta para sair.
"Para onde você está indo?" Jorge perguntou, um pouco curiosa.
Carlos não olhou para trás, apenas acenou com a mão. "Distrito do Beco do Relógio."
"Ei! Você vai morrer!" Adélia não pôde deixar de alertar.
Mas Carlos não olhou para trás, parecia que já havia deixado de lado a questão de vida ou morte.
Quando a figura de Carlos desapareceu na porta e a porta foi fechada, Adélia estendeu a mão e sacudiu o ombro de Jorge: "Mana, por que você não tentou convencê-la?"
"'Vingadores' são assim," Jorge balançou a cabeça, "não adianta tentar convencer."
Adélia apoiou-se no ombro de Jorge para se levantar, apertou os lábios, pensou em algo, soltou as mãos dos ombros de Jorge e saiu correndo atrás: "Essa idiota, como ela vai entrar sem um passe?"
Só quando Adélia fechou a porta e o som dos passos desapareceu no corredor, Jorge balançou a cabeça mais uma vez, resignada.
"Ai... 'Médicos' são assim mesmo."
Capítulo 40 O lugar mais seguro (quarto capítulo do dia)
"Por que você está me seguindo?"
"Como assim eu estou te seguindo? Eu também não preciso voltar para o Beco do Relógio? Essa rua não é sua, viu, viu, viu..."
Carlos ignorou a garota que fazia caretas ao seu lado e seguiu direto em direção ao distrito do Beco do Relógio, pensando em estratégias em sua mente.
Em termos de força, ela realmente não era páreo para os transcendentes mais poderosos.
Mas isso não significava que ela precisava lutar com eles.
Se descobrisse onde eles estavam escondidos, poderia denunciar à igreja quando voltasse à realidade; mesmo que só encontrasse uma maneira de resolver a síndrome da desidratação, ainda assim poderia voltar para a realidade e fugir dessa perigosa cidade de Berlon junto com a irmã.
Carlos sentia que tinha azar com a cidade de Berlon, sempre que ficava ali, nada de bom acontecia.
As duas caminharam por um tempo e, quando estavam quase chegando ao posto de controle do distrito do Beco do Relógio, Adélia de repente perguntou: "Você... perdeu alguém da família por causa da síndrome da desidratação?"
"Não."
"Amigos?"
"Não."