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Parte 39

Os diálogos já ditos foram repetidos novamente, mas, diferente da última vez, desta vez o homem de manto negro não continuou a provocar Bruno, apenas conduziu a conversa de forma orientada, fazendo com que Bruno repetisse mais uma vez o plano a seguir.

"Ding-ling-ling——"

Bem quando a conversa estava chegando ao fim, e até o próprio homem de manto negro já estava ficando um pouco disperso, ele ouviu o som da porta de vidro e madeira da taverna sendo empurrada.

"Quem está aí?"

O homem de manto negro virou rapidamente a cabeça em direção à porta, mas antes mesmo que pudesse virar totalmente, sem qualquer chance de explicação, uma bala, acompanhada pelo som de um tiro, veio assobiando em direção ao seu peito.

"Bang——!"

A dor intensa o fez tombar no chão, todo o corpo encolhido como um camarão; ele olhou bruscamente para a janela e viu aquela linda garota de cabelos vermelhos, com uma capa preta, expressão impassível, segurando um revólver apontado para ele.

Como pode ser ela?!

E Bruno, ao ouvir o tiro, estremeceu, mas apenas ficou parado no lugar, sem qualquer reação.

A recém-chegada era justamente Carlos.

Para evitar que um único tiro não fosse suficiente para acertar a cabeça, ela escolheu atirar no tronco, a maior área do corpo.

Depois de derrubar o homem de manto negro, ela rapidamente virou a arma na direção de Bruno, mirou rapidamente e atirou em Bernardo, que não reagia.

"Bang——"

A bala saiu do cano com cheiro de pólvora; originalmente mirando no peito, desviou no momento do disparo e entrou assobiando na garganta de Bruno.

"Pshhh——"

Uma grande quantidade de sangue misturado com bolhas jorrou de sua traqueia; o olhar que antes se concentrava foi ficando turvo novamente, ele segurou a garganta com a mão e caiu lentamente ao longo do balcão.

Nesse momento, o coração de Carlos não relaxou nem um pouco; restava apenas a última bala no tambor. Ela rapidamente trocou de mão, segurou o revólver com a esquerda encostando-o na própria têmpora, enquanto com a direita sacou uma adaga, avançando cautelosamente na direção do homem de manto negro.

Para evitar o fracasso, ela reservou a última bala para si mesma — isso era para garantir que pudesse morrer sem dificuldades.

Capítulo Oito: A Noite em que o Sangue Ferve

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