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Parte 153

O familiar painel se abriu diante dela; exceto pela interface do "armazém", todas as outras estavam apagadas, sem possibilidade de clicar, exatamente como quando entrou na simulação antes — só dava para ver as horas.

Se não fosse por um contrato que ela havia trocado no sistema e guardado no armazém, provavelmente nem o armazém estaria disponível.

A si mesma dentro da simulação... teria enlouquecido?

Carlos fez uma busca rápida nos lugares onde normalmente escondia coisas, mas não encontrou nada: armas, libras de ouro, poções mágicas, cadernos... nada restava.

Ao abrir a porta do quarto e descer pela escada de madeira, Carlos deparou-se com uma bagunça espalhada pelo chão.

Latas de metal e barris de madeira estavam jogados por toda parte, além de uma grossa camada de cacos de vidro e cerâmica empilhados num canto; alguns serviam para armazenar água potável, outros já haviam contido diferentes tipos de bebida alcoólica. O ar estava impregnado de um cheiro de álcool nauseante.

Beber para matar a sede... será que ela mesma teria feito algo assim?

De repente, um zumbido forte a atingiu; Carlos parou onde estava e levou a mão à testa.

Ela conseguia ouvir ao redor todo tipo de lamentos e gemidos, que ecoavam em sua mente como murmúrios, mas sua emoção principal começava a ser dominada pela excitação.

A habilidade 【Pensamento Frio Lv.1】 conteve esse impulso, e Carlos demonstrou uma expressão de leve estranhamento.

O que estava acontecendo?

Isso também não parecia sintoma de desidratação...

Quando o zumbido nos ouvidos diminuiu um pouco, ela olhou na direção da porta.

Carlos viu a familiar bolsa de lona pendurada descuidadamente atrás da porta; ao abri-la, felizmente, encontrou duas poções mágicas e dois cadernos repousando tranquilamente lá dentro.

Carlos vestiu a capa preta de chuva, colocou a bolsa de lona a tiracolo, puxou o capuz e, então, abriu a porta de casa, saindo para a rua.

O tempo chuvoso tornava impossível distinguir se era dia ou noite; não havia uma alma sequer andando pelas ruas, nem mesmo o barulho constante das fábricas, que antes ecoava dia e noite, podia ser ouvido. Apenas baldes e potes de cerâmica para coletar água da chuva estavam alinhados dos dois lados da rua, silenciosos e estranhamente inquietantes.

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