【Eu fui expulso para a área de tendas no Beco da Torre do Relógio e vi Diretora Joana, ela já estava morta, o corpo ficou no chão, os homens de rosto de corvo a arrastaram embora... Me diga, não fui eu quem a infectou】
【Já não tenho mais forças nem para andar, armazenei uma casa cheia de água, mas agora está quase acabando... minha garganta parece estar pegando fogo】
【Me transformei de novo, 5 pontos de destino podem me dar 30 minutos de saúde, comecei a destruir em grande escala aquelas áreas desertas onde nunca estive, não encontrei nenhuma informação útil】
【Isso com certeza foi obra de um extraordinário...】
【Começou a chover de novo, meus pontos de destino já acabaram, agora estou deitado na cama】
【Eu... eu realmente simulei o futuro? Mas os pontos de destino não diminuíram, será que nunca simulei o futuro? Se simulei, por que as coisas ainda não terminaram?】
【Depois que deixei objetivos e tarefas para mim mesmo, nunca mais simulei?!】
【Aqui sempre foi a realidade?!!! Eu não estava preparando o caminho para mim mesmo na simulação?!】
【Meus pontos já acabaram, eu realmente não tenho como fazer outra simulação!!!!】
【Droga! Droga! Droga!!!】
【Eu...】
【Eu não quero morrer...】
No final do diário, a caligrafia já começava a ficar descontrolada, e por fim, as letras estavam tão fracas que quase não podiam ser vistas.
Nessas palavras sufocantes, Carlos pôde sentir aquele desespero profundo, um desespero que quase a impedia de respirar.
Tudo isso foi escrito nos últimos momentos antes de morrer; se ela não tivesse usado o arquivo salvo para entrar, teria morrido de desidratação logo após entrar na simulação.
Carlos respirou fundo, fechou lentamente o diário, virou-se e, através da janela, olhou para a névoa e a chuva turva do lado de fora.
Capítulo 37 Ataque Extraordinário (Primeira parte)
“Sistema.”
Carlos murmurou em sua mente.