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Eles não perceberam a pequena silhueta encostada na entrada do beco naquela noite chuvosa.
Uma sombra negra se ergueu lentamente da sombra sob Carlos, ficou atrás de Carlos e estendeu a mão para pegar o revólver que Carlos lhe entregou.
Dang——
O som distante do sino ecoou da torre da Deusa Salvadora, e o toque solene levaria descanso aos trabalhadores, assim como o sono eterno aos malfeitores.
“Tomás... porra!”
O chefe do Partido da Água Negra, Silva, percebeu algo de relance, virou-se bruscamente e olhou com desconfiança para o homem de manto preto ao seu lado, ao mesmo tempo em que puxava o revólver da cintura: “Tomás! Que merda você está tentando fazer?!”
“Hã?” Tomás olhou confuso na direção de Silva.
Ele não percebeu que, atrás de sua orelha, uma arma pairava silenciosamente, apontada para o aterrorizado Silva.
“Eu te dei tanto dinheiro, você matou tanta gente, e agora você me fode?!”
Bang bang bang——!
Ao som do sino, três tiros foram disparados. O homem de manto preto, Tomás, olhou incrédulo para Silva à sua frente, como se não conseguisse entender como as coisas chegaram a esse ponto.
Cambaleando, ele segurou o peito e deu dois passos para trás, caindo sentado no chão. Só então ele viu a arma flutuante e a sombra negra aterrorizante, quase invisível, segurando a arma.
“Não... não fui eu...”
Bang——!
A sombra puxou o gatilho, e uma bala atravessou o pulmão de Silva.
Bang bang——!
Silva, suportando a dor intensa, disparou as duas balas restantes, enquanto a arma flutuante diante dele também disparou seus dois últimos tiros!
Bang bang——!
Silva cambaleou e caiu para trás.
E na visão turva de Tomás, ele viu a sombra negra segurando o revólver, agachando-se lentamente diante dele.
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