"
"
— Você não gosta daquela garota? Hoje ela está sozinha em casa, Chefe disse que cuidaria de tudo depois, você...
O homem ainda não tinha terminado de falar quando o corpo sem ar de André já estava mole, caindo de joelhos no chão.
— André... André! Droga, droga! — O homem, ao ver André com aquela aparência de quem vai morrer, começou a ficar nervoso.
Ele sabia quanto tempo Chefe tinha passado planejando isso, e se falhasse nesse momento crucial, com certeza seria morto!
Se não desse certo, ele simplesmente carregaria André para dentro e forçaria aquela garota a matar André!
— Droga, covarde, se você não quer ir, eu mesmo vou te levar lá para dentro.
O homem estendeu a mão e empurrou com força o peito de André, tentando empurrá-lo para fora do beco.
Mas assim que empurrou, a sensação em sua mão não era a de empurrar um adulto.
Parecia mais com um saco de mercadorias.
As pernas de André balançaram com o empurrão, o corpo inteiro oscilando para frente e para trás como um pêndulo, apenas a cabeça permanecendo voltada para ele, imóvel.
A mão do homem ficou paralisada na hora. Ele olhou, rígido, para os pés de André, e viu que André estava na ponta dos pés, sem que as pontas tocassem o chão.
Tremendo, ele foi levantando o olhar pouco a pouco e, sob a luz fraca da rua, viu André de cabeça baixa, olhos saltados, língua para fora, saliva e lágrimas pingando lentamente.
E olhando mais para cima...
Nada...
Absolutamente nada...
André estava ali, enforcado no ar bem na frente dele, balançando levemente, encarando-o com os olhos abertos, sem descanso na morte.
Um calafrio arrepiante subiu por sua espinha, gotas de suor do tamanho de feijões escorriam por sua testa.
Nunca em sua vida desejou tanto nunca ter aparecido ali.
Ploc, ploc...
O som de botas pisando na lama começou a ecoar, como se alguém estivesse vindo do início do beco em direção a eles.
— Quem... quem está aí! Se não quiser morrer, suma daqui!
"