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Ainda faltava um tempo para o chá da tarde, então Carlos começou a passear pelos arredores da delegacia, procurando casas para alugar.
Depois de andar um pouco sem grandes resultados, percebeu que os lugares eram ou caros demais, ou pequenos demais; encontrar uma casa adequada nessa região ainda ia levar algum tempo.
Carlos já estava pensando em talvez procurar um hotel por aqui para ficar com a irmã por enquanto, mas não sabia que desculpa usar.
O único jeito que ela conseguia imaginar, que não precisasse de explicação e fosse mais rápido, era:
Colocar fogo e simplesmente queimar a casa antiga — mas isso seria cruel demais com o senhorio que, de bom coração, alugou a casa para elas por um preço baixo, além de que ela provavelmente nem teria como pagar por uma casa inteira.
Ela precisava arranjar uma oportunidade para passar a poção mágica “Vingadora” para Helena; de qualquer forma, com o contrato, ela não corria o risco de ter seu segredo revelado.
Quanto à “Instigadora”, ela podia guardar para tentar digerir durante as simulações.
O único problema era que ela não tinha certeza se o ritual deixado por Tomás estava correto — afinal, ele mesmo já tinha sido destruído pelo ritual.
No tempo que restava, Carlos foi até a região da Ponte dos Lordes e entrou numa confeitaria, comprando um pudim de baunilha — gastou três xelins inteiros nisso — mas, pelo menos, o bolo vinha numa embalagem bonita e parecia apetitoso, sendo um bom presente.
Carlos seguiu em direção à casa de Ana, chegando à porta da mansão dela.
Já eram quase duas da tarde, e várias jovens senhoritas convidadas, com seus convites em mãos, estavam entrando na casa de Ana. O jardim já estava cheio de mesas, doces e bebidas, e o chá da tarde estava prestes a começar.
Foi só então que Carlos se deu conta — ela não tinha trazido o convite.
O que ela tinha na bolsa agora?
Dois cadernos de anotações, duas poções mágicas — era o que havia de mais valioso em sua bolsa tiracolo.
“Carlos?!”
Uma voz um pouco surpresa e animada chamou a atenção de Carlos.