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Parte 127

A seguir está a tradução conforme suas instruções:

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O cartão prateado foi preso entre os dedos de Carlos e, à medida que o cartão se despedaçava, o corpo de Carlos parecia incendiar-se, acendendo chamas vermelho-escuras que cobriam sua silhueta.

Ela foi envolvida pelo fogo, mas o colchão sob seu corpo não foi afetado nem um pouco.

O ardor das chamas parecia penetrar até a alma, a sombra atrás de Carlos se contorcia e lutava sob o fogo vermelho-escuro, até ser lentamente coberta por chamas negras.

Carlos levantou a mão devagar, passou-a pelo rosto; a máscara não estava ali, e agora ela vestia o mesmo vestido que usara durante o assalto ao banco como No.2.

Ainda era relativamente fácil se mover.

Só era uma pena que o saco de dinheiro que carregava não pudesse ser trazido junto; parecia que apenas as roupas e acessórios do personagem podiam aparecer com ela.

Carlos virou-se e subiu na cama, abriu as cortinas e escancarou a janela ao lado da cama.

Uma sombra negra saiu de sua própria sombra, pegou Carlos nos braços e saltou diretamente do segundo andar, pousando sem fazer barulho.

Carlos caminhou silenciosamente em direção ao beco à sua frente, enquanto a sombra já se arrastava rente ao chão, deslizando como uma cobra e desaparecendo na sombra do outro lado.

Assim, Carlos entrou no beco, e o perseguidor de boné com aba, armado com uma pistola, Paulo, já estava de costas para Carlos, parado à frente, com uma massa de sombra sem fundo atrás dele.

Ele já havia sido despertado, mas, mesmo usando toda a força do corpo, não conseguia se mover; seus músculos estavam tensos, suor escorria pela testa, e a garganta parecia sufocada.

Paulo já ouvira passos atrás de si, mas não conseguia virar a cabeça para olhar para trás.

Ele sentiu que segurava uma pistola na mão e, para seu terror, percebeu que seu corpo, sem que pudesse controlar, começava a andar para frente.

Assim, no meio da noite, uma cena estranha se desenrolou.

Um homem, com o corpo rígido como um morto-vivo, caminhava para frente, e cerca de vinte metros atrás dele, seguia uma jovem de cabelos vermelhos encaracolados.

Os dois mantinham essa distância, nem perto nem longe, caminhando lentamente em direção ao bar Martelo de Ferro na Rua Oeste.

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