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Ela já havia chegado às quatro e quarenta e cinco da manhã do dia 18, cheia de energia.
Ela não acendeu o lampião de querosene, apenas desceu da cama silenciosamente no escuro, pegou a adaga afiada que estava sob o travesseiro, segurando-a ao contrário, e abriu a porta do quarto devagar.
Carlos abriu suavemente a porta do quarto da irmã Letícia, certificou-se de que ela ainda estava dormindo lá dentro, fechou a porta e desceu para o andar de baixo.
Ela vestia roupas de linho cinza previamente preparadas, cobria-se com uma capa velha cinza-escura, colocou o capuz, abriu levemente a cortina e começou a observar a porta pela fresta.
Na rua de madrugada não havia pedestres, nem mesmo a fábrica mais gananciosa mantinha as máquinas funcionando a essa hora, restando apenas o silêncio em toda a rua.
No bairro do Beco da Torre do Relógio não havia postes de luz acesos durante a noite; quando seus olhos se acostumaram à escuridão sob o luar, ela viu, no beco em frente, uma sombra negra encostada na parede, sentada.
Havia tantos mendigos e órfãos no Beco da Torre do Relógio que ninguém estranhava, então uma figura deitada na entrada do beco não levantaria suspeitas de ninguém, mas o boné cinza de jornaleiro que usava para cobrir o rosto revelava sua identidade.
Aquele que dormia do outro lado era justamente a pessoa que vinha a seguindo há tempos.
Se precisava de informações, ele era o alvo mais fácil; o malandro André talvez não soubesse o paradeiro de Bruno Silva, mas esse perseguidor certamente sabia.
A noite estava avançada, Carlos empunhou a adaga, abriu a porta, desceu lentamente as escadas e caminhou em direção ao beco.
Com o auxílio de 【灵巧Lv.1】, ela não fez nenhum ruído significativo ao abrir ou fechar portas, nem ao andar.
Aproximou-se até ficar diante do homem de boné, a uma distância em que podia ouvir sua leve respiração roncada, e ele não percebeu nada.
Um brilho prateado ilusório passou, a mão esquerda de Carlos já segurava um revólver, enquanto a direita avançou rapidamente, cravando a lâmina diretamente no abdômen do homem.
"Pu-chi——"
O sangue quente espirrou na mão de Carlos.
"Ugh——!"
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