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Parte 95

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Ao voltar para o bairro da Rua do Campanário, a rua começou a ficar lamacenta, sendo preciso prestar atenção aos pequenos poças d’água ao caminhar.

Quando as duas caminhavam pela Rua de Pedra Norte-Sul, quase chegando em casa, ouviram à frente alguns sons barulhentos, além de latidos de cachorro de vez em quando.

Uma grande quantidade de pessoas se aglomerava ali, comentando em meio ao tumulto. Só depois de um apito de polícia soar alto, seguido de alguns xingamentos, a multidão começou a se dispersar, revelando a linha de isolamento policial.

“O que aconteceu?” Letícia perguntou.

“Não sei.” Carlos respondeu sem mudar a expressão.

Quando se aproximaram da linha de isolamento, um homem vestindo uma capa policial e usando um chapéu alto e rígido caminhou rapidamente até elas, bloqueando o caminho.

“Não ouviram? Dispersem, dispersem, não se aproximem mais.” A voz do homem soava um pouco impaciente, como se já tivesse feito esse tipo de advertência muitas vezes.

“Policial, nossa casa é no número 44, precisamos passar por aqui.” Carlos explicou, “Acabamos de voltar do centro da cidade.”

“Oh, desculpe, havia gente demais olhando agora há pouco. Venham, eu levo vocês, só não toquem em nada da cena.” O homem, um pouco constrangido, tirou o chapéu, revelando a cabeça um pouco calva, e então acenou para que as duas o seguissem.

“Policial, podemos perguntar o que aconteceu?” Letícia perguntou, um pouco curiosa.

“Que a deusa nos proteja, maldita briga interna de gangues, morreu um chefe dos Blackwater, mas pelo menos, todos os mortos são bandidos.” O policial foi explicando enquanto continuava a andar.

No caminho, Carlos ainda pôde ouvir alguns policiais discutindo em volta do corpo.

“Ei, acho que esse caso vai ser fácil de resolver, eles só se mataram a tiros.”

“Chefe... essas duas pistolas são idênticas.”

“A minha pistola também é idêntica à sua, seu idiota.”

“Oh, oh... mas eu ainda acho que o número de balas não bate, posso dissecar o corpo para dar uma olhada?”

“Você vai abrir ele? Deusa do céu, você é um selvagem?”

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