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“Pode me dar uma folha de papel e uma caneta?” Helena sentou-se diretamente à mesa de jantar, virou-se para Carlos e pareceu não se importar nem um pouco com o fato de ter sido montada até agora há pouco.
Carlos pegou uma caneta e uma folha arrancada de um bloco de notas, e entregou para Helena.
Helena, ao receber o papel e a caneta, começou a escrever rapidamente.
Sua caligrafia era bela e elegante, parecida com a das jovens nobres que Carlos vira na academia. Logo, um acordo preliminar foi entregue a Carlos.
Carlos deu uma olhada e entendeu imediatamente o conteúdo.
Era basicamente algo parecido com um contrato.
Nele estavam escritos os nomes das partes e as regras que deveriam seguir.
Por exemplo, para Helena, estava escrito que ela não poderia, sob nenhuma forma, revelar a identidade de Carlos, devendo guardar todos os segredos que Carlos dissesse.
Já do lado de Carlos, havia apenas uma frase curta: não poderia, de nenhuma forma, matar Helena.
As sobrancelhas de Carlos franziram levemente.
“Mude para ‘ferir’, e acrescente ‘desde que sua vida não esteja sob ameaça’.” Carlos apontou para a palavra ‘matar’ e disse.
“Certo.” Helena concordou prontamente e alterou o termo do contrato.
Ela parecia saber que Carlos não a mataria, então não se preocupou muito em mudar essas cláusulas.
Depois de pensar um pouco, Carlos apontou para as cláusulas anteriores e continuou: “Adicione uma parte dizendo que não pode nutrir nenhum tipo de hostilidade ou sentimento negativo em relação a Carlos.”
“Uh...” Helena hesitou um pouco, mas o desejo de saber a verdade falou mais alto. Ela assentiu e acrescentou essa frase.
Carlos olhou para o contrato em suas mãos e assentiu levemente.
Deve guardar qualquer segredo dito por Carlos, e não pode nutrir nenhum tipo de hostilidade em relação a Carlos.
Assim, se esse contrato realmente pudesse ser estabelecido, Carlos de fato não precisaria se preocupar que Helena o traísse.
No entanto, esse contrato...
Uma ideia surgiu repentinamente na mente de Carlos.