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Parte 34

Carlos parou por um instante, depois lentamente abaixou o martelo, levantou a pistola com a mão esquerda e acenou em direção ao beco: "Vá embora, não quero ver você de novo."

"Obri... obrigado..." O homem se apoiou para ficar de pé, encostou o ombro na parede e caminhou para o fundo do beco, tropeçando várias vezes devido ao pânico.

Quando já havia andado quase dez metros, o homem finalmente criou coragem para olhar para trás. Na entrada do beco restava apenas o brilho prateado da lua, e a figura da jovem já não estava mais lá.

Ele respirava ofegante, e depois de recuperar um pouco o fôlego, arrancou bruscamente a camiseta suada do corpo, enrolou-a e a enfiou no ferimento que atravessava o abdômen, conseguindo estancar com dificuldade o sangue que continuava a escorrer.

Com a roupa pressionando o ferimento, mancando, saiu do outro lado do beco. Olhou para trás mais uma vez para se certificar de que não havia ninguém, então virou rapidamente à esquerda e correu em direção à Rua Oeste.

Mas ele não percebeu que, no telhado, uma figura envolta em um manto negro o seguia de cima, sem pressa.

Só quando atravessou vários becos e avistou uma taverna iluminada, com uma placa onde se lia "Martelo de Ferro", ele não conseguiu evitar acelerar o passo, correndo em direção à taverna com as últimas forças.

"Está perto... já está perto... Bruno vai chamar um médico para me curar..." Sua consciência já estava um pouco turva, os lábios pálidos pela perda de sangue, murmurava enquanto se esforçava para alcançar aquele ponto de luz que simbolizava esperança.

"Thud..."

No beco ao lado, ouviu-se o som de algo pesado caindo, fazendo-o instintivamente virar a cabeça para olhar para o beco escuro.

No beco escuro, uma mão segurando uma adaga ensanguentada se estendeu, levantando-se levemente e, sob o olhar desesperado dele, cravou diretamente em sua garganta.

"Glub..."

O homem fraco nem conseguiu emitir um grito de socorro, seu corpo caiu pesadamente, e o som da respiração foi substituído pelo ruído sibilante do sangue misturado ao ar escapando pela traqueia rompida.

E seu corpo foi sendo arrastado, pouco a pouco, para dentro daquele beco sombrio, como se uma criatura indescritível escondida nas sombras estivesse puxando sua presa.

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